Você sabia que o corpo já foi considerado sagrado a ponto de não poder ser estudado?

Você sabia que o corpo já foi considerado sagrado a ponto de não poder ser estudado?

O estudo do corpo humano instigou questionamentos naqueles que ansiavam por descobrir o que se escondia sob nossa pele. As iniciativas, porém, esbarravam nas proibições veladas em seus aspectos religiosos e culturais na Idade Média.

Lembremos que a Idade Média é o período histórico que abrange os anos de 476 d.C. a 1453 d.C., iniciando-se com a queda do Império Romano do Ocidente e terminando com a conquista de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, pelos turcos-otomanos.

Como o corpo era considerado perigoso, em especial o feminino, visto como um “lugar de tentações”, a abertura do corpo humano e a dissecação de cadáveres, para a mentalidade medieval, era uma ação inaceitável, um gesto de desrespeito e pecado. Outrossim, também era visto com um templo divino, uma vez aberto, restaria profanado.

Tudo mudou com Leonardo da Vinci, entre outros. O ilustre italiano desenhou mais de 1.200 órgãos e elementos dos sistemas do corpo humano e animal, em cerca de 15 anos (de 1498 a 1513) de trabalhos. Entretanto, ele não concluiu seus estudos, nem publicou seus desenhos. Outros o fizeram e, assim, pudemos descrever e descobrir doenças, estabelecer tratamentos e compreender o funcionamento do nosso corpo.

O Renascentismo se encarregou de suspender, definitivamente, as eventuais proibições. Curiosamente, as últimas palavras de Leonardo foram: “Ofendi a Deus e a humanidade, fazendo muito pouco da minha vida”. Ele faleceu na França, em 1519.

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