Notícias – EBD ADSeara https://ebd.adseara.org.br Portal da Escola Dominical da AD Seara/PE Wed, 08 Oct 2025 19:12:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://ebd.adseara.org.br/wp-content/uploads/2024/09/cropped-Logo-Seara-32x32.png Notícias – EBD ADSeara https://ebd.adseara.org.br 32 32 Você sabia que o corpo já foi considerado sagrado a ponto de não poder ser estudado? https://ebd.adseara.org.br/voce-sabia-que-o-corpo-ja-foi-considerado-sagrado-a-ponto-de-nao-poder-ser-estudado/ https://ebd.adseara.org.br/voce-sabia-que-o-corpo-ja-foi-considerado-sagrado-a-ponto-de-nao-poder-ser-estudado/#respond Wed, 08 Oct 2025 18:47:18 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1691 O estudo do corpo humano instigou questionamentos naqueles que ansiavam por descobrir o que se escondia sob nossa pele. As iniciativas, porém, esbarravam nas proibições veladas em seus aspectos religiosos e culturais na Idade Média.

Lembremos que a Idade Média é o período histórico que abrange os anos de 476 d.C. a 1453 d.C., iniciando-se com a queda do Império Romano do Ocidente e terminando com a conquista de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, pelos turcos-otomanos.

Como o corpo era considerado perigoso, em especial o feminino, visto como um “lugar de tentações”, a abertura do corpo humano e a dissecação de cadáveres, para a mentalidade medieval, era uma ação inaceitável, um gesto de desrespeito e pecado. Outrossim, também era visto com um templo divino, uma vez aberto, restaria profanado.

Tudo mudou com Leonardo da Vinci, entre outros. O ilustre italiano desenhou mais de 1.200 órgãos e elementos dos sistemas do corpo humano e animal, em cerca de 15 anos (de 1498 a 1513) de trabalhos. Entretanto, ele não concluiu seus estudos, nem publicou seus desenhos. Outros o fizeram e, assim, pudemos descrever e descobrir doenças, estabelecer tratamentos e compreender o funcionamento do nosso corpo.

O Renascentismo se encarregou de suspender, definitivamente, as eventuais proibições. Curiosamente, as últimas palavras de Leonardo foram: “Ofendi a Deus e a humanidade, fazendo muito pouco da minha vida”. Ele faleceu na França, em 1519.

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‘Servo do rei’: selo de 2.600 anos com nome bíblico é achado em Jerusalém… https://ebd.adseara.org.br/servo-do-rei-selo-de-2-600-anos-com-nome-biblico-e-achado-em-jerusalem/ https://ebd.adseara.org.br/servo-do-rei-selo-de-2-600-anos-com-nome-biblico-e-achado-em-jerusalem/#respond Fri, 15 Aug 2025 01:27:34 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1528 Pesquisadores anunciaram a descoberta de um selo de mais de 2.600 anos com o nome daquele que foi um funcionário de confiança do rei Josias. Ele foi encontrado em Jerusalém.

A inscrição foi encontrada em um pequeno pedaço de argila durante uma recente etapa de peneiração no local. A divulgação do resultado foi feita no portal oficial do projeto Temple Mount Sifting Project (Projeto de Peneiração do Monte do Templo, em tradução livre).

O arqueólogo Mordechai Ehrlich com o selo em mãos; à direita, o objeto em detalhes Imagem: Divulgação/Temple Mount Sifting Project

No objeto está escrito “Pertencente a Yedayah (filho de) Asayahu”, este último equivalente a Asaías. Na Bíblia Hebraica, o personagem apareceu durante o reinado do rei Josias, que ficou à frente do reino de Judá entre 641-609 a.C. “De acordo com o estilo da escrita, o selo data do final do período do Primeiro Templo (aproximadamente do final do século 7 a.C. ao início do século 6 a.C.)”, diz o comunicado. O objeto, portanto, tem mais de 2.600 anos.

Segundo os arqueólogos, a versão do nome inscrito no selo, “Asayahu”, carrega detalhe simbólico. O sufixo “yahu” era frequentemente adicionado a nomes hebraicos antigos para atestar sua conexão com Deus (Y-H-V-H, transliteração do tetragrama que representa o nome de Deus na Bíblia Hebraica).

Inserido no selo por meio de um carimbo, o nome foi escrito com antigas letras hebraicas. O arqueólogo Mordechai Ehrlich foi o responsável pela descoberta e, segundo o portal do projeto, o artefato é raro e está “excepcionalmente bem preservado”.

O bom estado de preservação revelou também marcas no verso do selo. Segundo o comunicado oficial, as marcas detectadas indicam que ele foi usado como lacre em uma bolsa ou em um recipiente de armazenamento. Uma impressão digital “nítida” também foi observada. Para os arqueólogos, a marca foi deixada pelo antigo dono do objeto.

Esta é apenas a segunda vez, desde que o projeto começou há mais de 20 anos, que descobrimos um selamento com uma inscrição tão completa —quase todas as letras são claramente legíveis – Zachi Dvira, arqueólogo e um dos diretores do projeto, ao portal do “The Times of Israel”

Historicamente, selos do tipo eram reservados para oficiais de alta patente. Muitos indivíduos cujos nomes foram descobertos em selos em Jerusalém foram identificados como oficiais da era bíblica. Segundo os especialistas, os pedaços de argila eram pressionados sobre o nó de uma corda que prendia uma maçaneta ou um pote, por exemplo, e serviam para indicar o dono de determinado produto. O selo continha a identificação do responsável ou de seu superior, para impedir que outros manipulassem os pertences alheios.

A descoberta iniciou uma missão que envolveu diferentes profissionais. Além dos arqueólogos do projeto, uma epigrafista —especialista em epigrafias, ou seja, em inscrições gravadas em materiais como cerâmica e pedra— trabalharam para identificar o que estava escrito. Nesta etapa, os pesquisadores utilizaram uma técnica que cria imagem composta fotografando um objeto várias vezes a partir do mesmo ponto, sob condições de iluminação variáveis.

De acordo com os especialistas, dezenas desses selos de argila já foram desenterrados em Jerusalém, e alguns deles carregam nomes que aparecem na Bíblia. “Obviamente, não temos certeza de que o Asayahu mencionado no selo seja o mesmo que aparece na Bíblia. No entanto, vários artefatos encontrados na área do Monte do Templo têm nomes bíblicos, e isso faz sentido, pois não eram objetos usados por pessoas comuns”, explicou o arqueólogo ao portal local.

A descoberta abre novas portas aos arqueólogos e entusiastas. Segundo Dvira, a equipe envolvida no projeto já está trabalhando na publicação de um artigo acadêmico sobre o artefato.

Há cerca de 2.600 anos, o rei Josias de Judá ordenou reparos no Templo de Jerusalém. Durante esses reparos, os trabalhadores descobriram um antigo pergaminho sagrado —Sefer haTorah—, no que se acredita ser o livro do Pentateuco de Deuteronômio (2 Reis 22:12; 2 Crônicas 34:20). O texto alertava para castigos que acometeriam aqueles que desobedecessem às leis divinas.

Alarmado com as possíveis punições, o rei Josias enviou oficiais de confiança para buscar o conselho divino da profetisa Hulda, que previu a destruição de Jerusalém. Entre os enviados de confiança de Josias estava um funcionário de alto escalão, chamado Asayahu, descrito como “o servo do rei”.

Texto extraído do UOL/Metropóles/OGlobo

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Manuscritos bíblicos podem ser mais antigos do que se pensava https://ebd.adseara.org.br/manuscritos-biblicos-podem-ser-mais-antigos-do-que-se-pensava/ https://ebd.adseara.org.br/manuscritos-biblicos-podem-ser-mais-antigos-do-que-se-pensava/#respond Sat, 12 Jul 2025 12:11:37 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1304 Muitos dos Manuscritos do Mar Morto, alguns dos achados arqueológicos mais conhecidos de todos os tempos, podem ser mais antigos do que se pensava, segundo um novo estudo. A nova análise, que combinou datação por radiocarbono com inteligência artificial, determinou que alguns dos manuscritos bíblicos datam de cerca de 2.300 anos atrás, período em que teriam vivido seus supostos autores, afirmou Mladen Popović, autor principal do estudo publicado na quarta-feira na revista PLOS One.

Pastores beduínos encontraram os pergaminhos por acaso no deserto da Judeia, perto do Mar Morto, em 1947. Arqueólogos recuperaram então milhares de fragmentos pertencentes a centenas de manuscritos em 11 cavernas, todas próximas ao sítio de Khirbat Qumran, na atual Cisjordânia.

“Os Manuscritos do Mar Morto foram extremamente importantes quando foram descobertos, porque mudaram completamente a forma como entendemos o judaísmo antigo e o cristianismo primitivo”, disse Popović, que também é diretor da Faculdade de Religião, Cultura e Sociedade da Universidade de Groningen, na Holanda.

“Dos cerca de 1.000 manuscritos, pouco mais de 200 são o que chamamos de Antigo Testamento bíblico, e eles são as cópias mais antigas que temos da Bíblia Hebraica. Eles nos deram muita informação sobre como era o texto naquela época.”

Para Popović, os pergaminhos funcionam como uma máquina do tempo, pois permitem aos estudiosos ver o que as pessoas estavam lendo, escrevendo e pensando naquela época. “Eles são evidência física e tangível de um período histórico crucial — seja você cristão, judeu ou não acredite em nada, porque a Bíblia é um dos livros mais influentes da história do mundo, então os manuscritos nos permitem estudá-la como uma forma de evolução cultural”, explicou.

Quase nenhum dos Manuscritos do Mar Morto — que foram escritos principalmente em hebraico, em pergaminho e papiro — tem data registrada. Baseando-se principalmente na paleografia (o estudo e decifração de escritas e manuscritos antigos), estudiosos acreditavam que os manuscritos datavam entre o século III a.C. e o século II d.C.

“Mas agora, com nosso projeto, temos que datar alguns manuscritos já para o final do século IV a.C.”, disse ele, o que significa que os documentos mais antigos podem ser até 100 anos mais velhos do que se pensava. “Isso é realmente empolgante, porque abre novas possibilidades para pensar como esses textos foram escritos e como circularam entre outros leitores e usuários — além de seus autores originais e círculos sociais”, acrescentou Popović.

Segundo os autores do estudo, as descobertas não apenas devem inspirar novos estudos e impactar reconstruções históricas, mas também abrir novas perspectivas na análise de manuscritos históricos.

Determinando a idade dos Manuscritos do Mar Morto

As estimativas anteriores de idade dos manuscritos vinham de datações por radiocarbono feitas na década de 1990. O químico Willard Libby desenvolveu esse método — usado para determinar a idade de materiais orgânicos — no final dos anos 1940 na Universidade de Chicago.

Também conhecido como datação por carbono-14, esse tipo de análise mede a quantidade de átomos de carbono-14 presentes em uma amostra (como um fóssil ou manuscrito). Todos os organismos vivos absorvem esse elemento, mas ele começa a decair após a morte, então, analisando quanto ainda resta, é possível estimar a idade da amostra com razoável precisão, em até cerca de 60 mil anos.

Mas o método tem desvantagens. A amostra analisada é destruída no processo e alguns resultados podem ser enganosos. “O problema com os testes anteriores (nos manuscritos) é que não consideraram a questão do óleo de mamona”, disse Popović.

“O óleo de mamona é uma invenção moderna e foi usado nos anos 1950 pelos estudiosos originais para tornar o texto mais legível. Mas ele é um contaminante moderno, e isso distorce o resultado da datação, fazendo parecer que o manuscrito é mais recente do que realmente é.”

A equipe do estudo aplicou técnicas modernas de radiocarbono em 30 manuscritos, revelando que a maioria deles era mais antiga do que se pensava. Apenas dois eram mais recentes.

Depois, os pesquisadores usaram imagens de alta resolução desses documentos recém-datados para treinar uma inteligência artificial desenvolvida por eles, chamada Enoch, em referência à figura bíblica pai de Matusalém. Os cientistas então apresentaram ao Enoch outros documentos já datados por carbono, mas ocultaram as datas.

A IA acertou a idade em 85% dos casos, segundo Popović. “Em vários casos, a ferramenta ofereceu um intervalo de datas mais estreito do que a datação por carbono-14”, disse.

Em seguida, Popović e seus colegas forneceram ao Enoch imagens de 135 outros Manuscritos do Mar Morto que não haviam sido estudados com essa técnica e pediram à IA para estimar a idade. Os cientistas classificaram os resultados como “realistas” ou “não realistas” com base em sua própria experiência paleográfica e descobriram que o Enoch deu resultados realistas em 79% das amostras.

Alguns manuscritos no estudo foram considerados de 50 a 100 anos mais antigos do que se pensava anteriormente, afirmou Popović.

Um pergaminho conhecido por conter versículos do Livro de Daniel, por exemplo, era datado do século II a.C. “Isso era uma geração após o autor original”, explicou Popović, “e agora, com a datação por carbono-14, conseguimos colocá-lo com segurança no tempo do autor.”

Outro manuscrito, com versículos do Livro do Eclesiastes, também é mais antigo do que se pensava. “Ele havia sido datado paleograficamente entre 175 e 125 a.C., mas agora o Enoch sugere entre 300 e 240 a.C.”, disse Popović.

Eventualmente, a inteligência artificial poderá substituir o carbono-14 como método de datação de manuscritos, sugeriu Popović. “O carbono-14 é destrutivo”, explicou. “É preciso cortar um pedacinho do Manuscrito do Mar Morto, e então ele se perde. São apenas 7 miligramas, mas ainda assim é um material perdido. Com o Enoch, você não precisa fazer nada disso. Esse é apenas o primeiro passo. Há muitas possibilidades para aprimorar ainda mais o Enoch.”

Caso a equipe avance no desenvolvimento do Enoch, Popović acredita que ele poderá ser usado para analisar escritos em siríaco, árabe, grego e latim.

“Um avanço gigantesco”

Estudiosos que não participaram do estudo ficaram animados com as descobertas. Ter à disposição tanto a IA quanto um método aprimorado de datação por carbono-14 permite uma calibração entre as duas metodologias, o que é útil, segundo Charlotte Hempel, professora de Bíblia Hebraica e Judaísmo do Segundo Templo na Universidade de Birmingham, no Reino Unido.

“O padrão observado é que a IA oferece uma janela de datação mais estreita dentro da janela do carbono-14”, disse por e-mail. “Fico me perguntando se isso sugere um nível mais alto de precisão, o que seria extremamente empolgante.”

O estudo representa a primeira tentativa de usar tecnologia para expandir o conhecimento científico existente da datação do método tradicional de certos manuscritos para outros, afirmou Lawrence H. Schiffman, professor de Estudos Hebraicos e Judaicos da Universidade de Nova York.

“Até certo ponto, ainda não está claro se o novo método fornecerá informações confiáveis sobre textos que ainda não foram datados por carbono-14”, acrescentou por e-mail.

“Os comentários interessantes sobre a revisão da datação de alguns manuscritos, que pode ser esperada com o desenvolvimento adicional dessa abordagem ou com novas datações por carbono-14, embora não sejam novidade neste estudo, constituem uma observação muito importante sobre o campo dos Manuscritos do Mar Morto em geral.”

Comentando sobre os aspectos computacionais do estudo, Brent Seales, professor de Ciência da Computação da Universidade de Kentucky, afirmou que a abordagem dos autores parece rigorosa, mesmo que os tamanhos das amostras ainda sejam pequenos.

Usar IA para substituir completamente a datação por carbono pode ser prematuro, no entanto. “(A inteligência artificial) é uma ferramenta útil a ser incorporada ao quadro geral, e para fazer estimativas na ausência de carbono-14 com base no testemunho de outros fragmentos semelhantes”, escreveu Seales por e-mail.

“Como tudo com aprendizado de máquina — e como um bom vinho — ela deve melhorar com o tempo e com mais amostras. A datação de manuscritos antigos é um problema extremamente difícil, com dados escassos e fortes restrições de acesso e especialização. Bravo à equipe por essa contribuição baseada em dados que representa um enorme avanço.”

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/manuscritos-biblicos-podem-ser-mais-antigos-do-que-se-pensava-entenda

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Descoberta em Jerusalém prova conquista assíria narrada na Bíblia https://ebd.adseara.org.br/descoberta-em-jerusalem-prova-conquista-assiria-narrada-na-biblia/ https://ebd.adseara.org.br/descoberta-em-jerusalem-prova-conquista-assiria-narrada-na-biblia/#respond Mon, 28 Oct 2024 11:27:11 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1087 Arqueólogos israelenses encontraram no bairro Mordot Arnona, em Jerusalém, artefatos que comprovam a campanha assíria contra a Terra Santa, conforme narrado no Segundo Livro de Reis da Bíblia hebraica e cristã, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel em comunicado à imprensa em 9 de outubro.

O texto sagrado, assim como relatos do povo que viveu naquele que hoje é território do Iraque, relatam que assírios destruíram diversas cidades baixas do reino de Judá em 701 a.C., e cercaram a sua capital.

Resquícios dos prédios da administração judaíta no período da invasão de Senaqueribe
Resquícios dos prédios da administração judaíta no período da invasão de SenaqueribeImagem: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel

Durante as escavações, os especialistas acharam dois antigas e sobrepostas construções administrativas da cidade. Uma delas, mais antiga, teria sido erguida no período anterior à campanha militar assíria. Já a segunda teria substituído a primeira e foi construída logo após os assírios lutarem contra a rebelião do rei Ezequias.

Segundo o governo de Israel, esta é a primeira vez que uma escavação arqueológica próxima à Jerusalém encontrou evidências do impacto econômico da invasão do rei assírio Senaqueribe.

Até o momento, todos os artefatos que provavam a invasão militar haviam sido achados apenas na região de Sefelá, no centro-sul de Israel, conhecida por suas baixas colinas. No entanto, estes resquícios do que era Judá antes da chegada assíria comprovam que o centro administrativo da capital do reino chegou a ser completamente destruído e precisou ser reerguido.

https://youtube.com/watch?v=gTU-2RSo7EY%3Fsi%3DKsZayYGSKZDNX_0G

“Descobrimos resquícios de um centro administrativo real significativo dos dias do rei Ezequias, e talvez até mesmo do reino de seu pai, o rei Acaz. O centro funcionava no último terço do século 8 a.C., mas foi destruído até a sua fundação e enterrado sob um enorme amontoado de pedras. A pilha formava uma plataforma sobre a qual a estrutura seguinte foi erguida, mantendo uma vista dominante de todas as áreas agriculturais do leste do cume de Armon Ha-Natziv-Ramat Rahel, e poderia ser visto de longe. Enorme pedras de construção originais desta estrutura mais antiga foram deliberadamente incorporadas à pilha”, explicaram Neria Sapir, Natan Ben-Ari e Benyamin Storchan, diretores da escavação, em comunicado à imprensa.

Neria Sapir, um dos diretores da escavação da Autoridade de Antiguidades de Israel
Neria Sapir, um dos diretores da escavação da Autoridade de Antiguidades de IsraelImagem: Yoli Schwartz/Divulgação Autoridade de Antiguidades de Israel

“Nós interpretamos estas mudanças dramáticas como uma declaração do governo imperial assírio, com a intenção de pasar uma mensagem política e diplomática para a região ao redor e tornar claro ‘quem está realmente no comando’ ao suplantar a estrutura administrativa e sua função. Como os assírios ainda estavam interessados na produção agrícola e nos impostos que Judá poderia fornecer, eles permitiram a existência de uma administração judaíta independente, mas intensificaram suas pesadas exigências econômicas”, observaram os especialistas.

Naquela época, a atividade administrativa de Judá incluía a concentração e o gerenciamento das colheitas de produtores da região, usados para pagar impostos ao reino. A produção era transportada e entregue armazenada em enormes jarros de cerâmica que potencialmente funcionariam como uma reserva para tempos difíceis, de escassez. Mais especificamente, na área onde hoje está Mordot Arnona, acredita-se que eram produzidos vinho e azeites.

Cerca de 180 selos da administração da Judeia foram encontrados em Mordot Arnona
Cerca de 180 selos da administração da Judeia foram encontrados em Mordot ArnonaImagem: Yoli Schwartz/Divulgação Autoridade de Antiguidades de Israel

Faz sentido então que, além dos restos dos prédios da administração, os arqueólogos tenham encontrado cerca de 180 impressões de selos reais do reino de Judá do século 8 a.C. localizados em alças de jarros, com inscrições em hebraico que apontam seu conteúdo como “pertencentes ao rei”. 17 das alças ainda indicam posses de outros indivíduos, como Menachem Yubna, Pegach Tavra e Tzophen Azaryahu.

Apesar de não estar claro quem seriam estas pessoas, o professor Oded Lipschits, da Universidade de Tel Aviv, que lidera um time de estudiosos que pesquisam os achados, acredita que os selos particulares podem ter pertencido a um sistema administrativo que durou pouco e aconteceu antes da chegada dos militares de Senaqueribe. Para ele, pode ter sido parte das preparações lideradas por Ezequias para se rebelar contra a Assíria — período no qual o pagamento de impostos ao império foi suspenso.

Os selos estão em exposição pela primeira vez no Campus Nacional para Arqueologia de Israel Jay e Jeanie Schottenstein
Os selos estão em exposição pela primeira vez no Campus Nacional para Arqueologia de Israel Jay e Jeanie SchottensteinImagem: Yoli Schwartz/Divulgação Autoridade de Antiguidades de Israel

Do início do século 7 a.C. em diante, as impressões mudam de design em relação aos mais antigos, o que indica o retorno da cobrança de impostos dos assírios após a invasão comandada por Senaqueribe.

“É muito emocionante encontrar mensagens de altos oficiais da administração judaíta de cerca de 2.700 anos atrás. A descoberta fascinante da Autoridade de Antiguidades de Israel conta a história de milênios do povo judeu que, apesar de crises e períodos muito difíceis, sempre soube como se recompor, reconstruir e prosperar”, comentou o rabino Amichai Eliyahu, ministro do Patrimônio de Israel.

Os selos achados serão colocados em exposição ao público pela primeira vez no Campus Nacional para Arqueologia de Israel Jay e Jeanie Schottenstein. Mais informações podem ser encontradas no site iaa.org.il.

Fonte: Portal Nossa/UOL. Link encurtado disponível aqui: https://abre.ai/conquistaassiria

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Espada de 3.000 anos com insígnia de ‘faraó da Bíblia’ é achada no Egito https://ebd.adseara.org.br/espada-de-3-000-anos-com-insignia-de-farao-da-biblia-e-achada-no-egito/ https://ebd.adseara.org.br/espada-de-3-000-anos-com-insignia-de-farao-da-biblia-e-achada-no-egito/#respond Sun, 27 Oct 2024 19:38:01 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1084 Uma espada de cerca de 3.000 anos com uma gravação da insígnia do faraó Ramsés 2º — o mais poderoso de sua era — foi encontrada no delta do Nilo, a cerca de 48 km de Alexandria, anunciou em setembro o Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito.

Apesar de a Bíblia nunca ter citado nominalmente quem foi o rei egípcio que escravizou os israelitas no Livro do Êxodo e não haver consenso científico até hoje, há uma corrente de pesquisadores que acredita que teria sido no reinado de Ramsés que Moisés liderou a fuga do Egito rumo à terra prometida.

A principal pista está na semelhança entre o nome do faraó e das cidades que os escravos tiveram que construir nesta passagem: Estabeleceu, pois, sobre eles feitores para acabrunhá-los com trabalhos penosos: eles construíram para o faraó as cidades de Pitom e Ramsés, que deviam servir de entreposto (Êx 1:11).

Achado impressiona pelo brilho milênios depois

A espada foi encontrada durante escavação liderada pelo pesquisador Ahmed Saeed Al-Kharadly em um acampamento militar em Tell Al-Abqain, que deveria servir para a proteção dos egípcios, com armazém de armas e estrutura de forte.

Feita em bronze, ela possui o emblema pessoal do faraó ainda visível em seu material, que mantém o brilho após ser limpo dos detritos acumulados tantos anos depois.

O fato de que ela foi encontrada em uma área de trabalho — em vez de dentro de uma tumba — é que torna este achado incomum, na opinião da especialista em egiptologia Elizabeth Frood, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“Para um objeto possuir as insígnias de Ramsés 2º, isso sugere para mim que ele pertenceu a alguém de um relativo alto escalão. Ser capaz de exibir um objeto assim, mesmo que estivesse presumivelmente em uma bainha, era um sinal de status e prestígio”, opinou ao jornal The Washington Post.

Ou seja, o dono da espada deve ter sido um oficial poderoso do faraó. Mas o complexo, que teria sido construído durante o Novo Império, entre o século 16 e 11 a.C., ainda possuía outros diversos objetos pessoais de soldados, segundo as autoridades.

O sítio arqueológico da descoberta é, na verdade, um antigo campo militar que protegia os egípcios de ataques de tribos da Líbia e armazenava armas
O sítio arqueológico da descoberta é, na verdade, um antigo campo militar que protegia os egípcios de ataques de tribos da Líbia e armazenava armasImagem: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Mohamed Ismail Khaled, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, disse, em comunicado à imprensa, que o forte Abqain possui imensa importância arqueológica porque seria um dos principais pontos de concentração do Exército egípcio em sua estrada ocidental.

Dali, eles seriam capazes de proteger as fronteiras a noroeste do Egito de ataques de tribos da Líbia, além de estrangeiros que avançassem pelo mar.

A avaliação inicial dos especialistas egípcios é de que diferentes unidades arquitetônicas do forte armazenavam comida para os soldados, já que foram achados silos individuais com vestígios de enormes potes em cerâmicas, além de cartilagens de peixes e ossos de animais.

Fornos de cerâmica cilíndricos também foram achados no local, o que sinaliza que os acampados cozinhavam por ali.

Além da espada, outras armas militares e de caça foram localizadas. O time de pesquisadores encontrou ainda objetos de decoração e higiene pessoal — como bastões de aplicações de kohl, o delineador da época que homens e mulheres usavam para se embelezar e proteger os olhos do sol e de insetos — contas, escaravelhos feitos em ágata vermelha e faiança (cerâmica branca) e amuletos de proteção.

Cada item ajuda a entender melhor o que soldados consideravam essencial para sua vida mesmo durante suas ações militares.

Também foram encontrados amuletos de proteção, contas, escaravelhos e aplicadores de kohl em marfim
Também foram encontrados amuletos de proteção, contas, escaravelhos e aplicadores de kohl em marfimImagem: Divulgação/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Ainda segundo o jornal americano The Washington Post, o forte guarda ainda o local de um enterro de uma vaca, um símbolo de força, abundância e prosperidade para os antigos egípcios.

O tratamento do túmulo indica que este animal era mesmo visto como uma divindade e não apenas como gado comum. Um dos dois blocos de pedra calcária no espaço possuem hieróglifos com os títulos de Ramsés 2º; o outro cita um empregado chamado Bay.

Um escaravelho em faiança foi decorado com inscrições para o deus egípcio Ámon e uma flor de lótus. Já outro escaravelho traz em sua base o deus dos artesãos e arquitetos Ptá, feito em xisto, além de meio anel de bronze com citação a Ámon Rá. Completam a lista de descobertas dois colares de faiança e uma ágata com a flor romana.

Ramsés 2º foi um dos faraós mais longevos, reinando de 1279 a.C a 1213 a.C., um período em que o Egito Antigo teve enorme poder militar.

Fonte: Portal Nossa/UOL, link encurtado: https://abre.ai/espadaramses

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EBA em Politécnico https://ebd.adseara.org.br/eba-em-politecnico/ https://ebd.adseara.org.br/eba-em-politecnico/#respond Sun, 27 Oct 2024 19:21:10 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1073 No último sábado, 27/10/2024, estivemos prestigiando a EBA – Escola Bíblica Animada da congregação Politécnico, regional 02. Participamos de um culto com muito aprendizado.

Destaque para a programação das crianças, através de uma encenação, na qual demonstraram excelente domínio do assunto: Davi, o rei amado e obediente.

Agradecemos ao Coordenador da Regional, o Ev. Pedro Lins, ao responsável pela congregação, presbítero Wilson de Lima, ao dirigente, Fernando Gonçalves, ao vice-dirigente, Luiz Carlos e a todo o corpo docente daquela EBD. Deus recompense todo o trabalho e o esforço de todos.

A congregação se situa à Rua Itacuruba, 32 – Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes – PE, 54330-315: https://maps.app.goo.gl/bHFGEVSgdkamDt8KA

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EBA em Casa Amarela https://ebd.adseara.org.br/eba-em-casa-amarela/ https://ebd.adseara.org.br/eba-em-casa-amarela/#respond Tue, 22 Oct 2024 11:03:07 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1056 No último domingo, 20/10/2024, estivemos prestigiando a EBA – Escola Bíblica Animada da congregação matriz da Regional 04, Casa Amarela. Tivemos um trabalho abençoado e cheio da presença de Deus.

Agradecemos ao Coordenador da Regional, o Ev. Marcondes, ao dirigente, Jonathas Guerra, e ao vice-dirigente, Williams. Deus recompense o trabalho e o esforço dos seus servos, além de professores e alunos.

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Seis almas para Cristo na EBD em Feira Nova! https://ebd.adseara.org.br/visita-a-ebd-em-feira-nova-pe/ https://ebd.adseara.org.br/visita-a-ebd-em-feira-nova-pe/#respond Sun, 13 Oct 2024 19:10:27 +0000 https://ebd.adseara.org.br/?p=1005 Estivemos visitando a EBD em Feira Nova/PE. Temos uma bela igreja na região central da cidade. A EBD é bem cooperada diante da quantidade de irmãos que frequentam a AD Seara ali. Hoje, 13/10/2024, houve um trabalho voltado à evangelização infantil. Cinco crianças decidiram-se por Cristo e uma senhora que fora convidada pelo Espírito Santo a participar do culto.

Que Deus continue abençoando o trabalho sob a coordenação do Ev. Antonio Antão e dos dirigentes da EBD Edilson e José Edson, além de professores e alunos.

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