A igreja tem cerca de 2000 anos de história. É muito tempo. A realidade ao redor se diversifica e seus contornos assustam os mais desavisados. Mas, há muita coisa que não muda. E não muda porque a igreja tem alguns princípios norteadores. Estas balizas devem estar onde desde sempre estiveram.
Uma delas é a necessidade da pregação do Evangelho. Os meios até mudam. Temos hoje a pregação em áudio, vídeo, texto, imagens, etc. E há até quem já use a Inteligência Artificial para gerar sermões e pregações. Se bem utilizada não há problema. É uma ferramenta como outra qualquer. A igreja deve estar preocupada em anunciar por todo e qualquer meio a palavra de Deus (1 Co 9:22).
O vocábulo κήρυγμα (lê-se, kêrygma) que ocorre apenas nove vezes no NT (Mt 12:41; 16:20; Lc 11:32; Rm 16:25; 1 Co 1:21; 2:4; 15:14; 2 Tm 4:17; Tt 1:3) e significa pregação, proclamação, mensagem pregada, está interligado com o verbo κηρύσσω (lê-se, kêryssô e ocorre 61 vezes no NT*) pregar, anunciar, proclamar. Sempre com o contexto de algo importante a ser dito.
No grego antigo se referia à proclamação pública feita por um arauto em nome de um soberano. Tais declarações solenes se incorporaram ao corpo doutrinário da Igreja que, desde sempre, deu valor à pregação. Isso quando nem mesmo havia um púlpito nos moldes que o conhecemos!
Por esta razão, entre outras, devemos encarar com total seriedade a pregação do Evangelho em nossas igrejas. Afinal, estamos falando de Deus a pecadores perdidos, com a única mensagem que pode salvá los! Ou seja, é a mensagem do Evangelho ou mais nada!
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